Conduzido por algum tipo de pena, dessa que não se sabe de onde vem, nem pra onde vai, o cachorro se guia pela rua. Guia-se pra dentro de uma metáfora que vai perdendo rumo.
Sua língua saliva enlouquecidamente por essa água que vive bebendo e que nunca mata a sede. Abana o rabo pra dizer que não liga e que de certa forma é independente, enquanto urra em seus próprios ouvidos. A fome tornou sua barriga uma cova de vermes. Ao menos sabe que dentro de si tem um mundo inteiro, só desconhece os motivos que levam a selvageria gloriosa pra um degrau de selvageria incontrolável. Se descobre tão selvagem que se desbrava em si. Esse cão tem milagres dentro de si e tem uma narrativa completa a seu redor. E enquanto apalpa com almofadas pequeninas seu rosto, conhece as feições, mas no fundo não distingue os traços.
Se falasse humanamente, se diria o rei dos oprimidos.
Mas se oprime por nada, se oprime por ter todos os ossos ao seu redor, se oprime por ser amigo do cão sitiado e o graceja assim que bem lhe apetece.
Ao cão é inegável a qualidade de arredio. De rebelde sem fronteira, sempre rumando ao norte. Busca norte e nunca teve seu próprio. O norte pode variar de acordo com os termos.
Quando ladra, pretende morder, mas como não tem todos os dentes formados, protela. É ainda um filhote, na verdade. Uma criança buscando, sozinha, um ninho independente no meio de uma multidão. Uma revolução para poder se aproximar da matilha. Ser lobo é muito mais importante do que ser raposa. Ter a beleza dentro da esperteza e fazer dela ícone de escapatória é lampejo brilhoso nesses olhos escuros encobertos por pelos lisos. De tão lisos, que esquece da fronte e seus olhos entram mais e mais.
Os olhos são a entrada da cova dos vermes. Os vermes são o convite. O chamado. São brinquedos maravilhosos assim como combustível prazeroso, mas são mesmo assim vermes. O cão não discute se são bons ou ruins, apenas sabe que o são. O são. E dele. A sua mordida delimita a corrosão e o prazer. Seu movimento é o limiar entre a inércia e a ação.
Para esse cão, o uivo independente não se completa sozinho. Seu choro tem que ser um espetáculo, porque afinal de contas, ele é o rei dos oprimidos.
13/11/2009
Espiral
Estava pensando sobre a verdade de algumas coisas e sobre a mentira de outras tantas.
Chego a superficial conclusão de que o peso de atos pode refletir na carreira de um sonho.
Que o percurso torna-se fardo em determinado ponto.
Que a noite é densa e palpável e que o dia é tormento iluminado.
Não prentende-se mais a retórica lírica porque os dias perdem a noção de um sentido.
Não guia-se mais pelo padrão de se guiar. Guia-se pelo prazer de não olhar.
E quando olha-se, o prazer continua ali.
Parado e investigando o próximo orgasmo.
Mas não é o prazer que move.
É não ver.
E não ver é como estar correndo numa velocidade absurda.
Parar e olhar pra trás é arrependimento certo.
As cores cafonas da estação passada se renovam. A moda, pra todos, morrerá sendo uma espiral.
E para os cegos que continuam a se movimentar, fica a sensação de fluxo e renovação.
Todo momento de visão é um retrocesso.
Uma lembrança nostálgica daquilo que foi um dia o atual.
Chego a superficial conclusão de que o peso de atos pode refletir na carreira de um sonho.
Que o percurso torna-se fardo em determinado ponto.
Que a noite é densa e palpável e que o dia é tormento iluminado.
Não prentende-se mais a retórica lírica porque os dias perdem a noção de um sentido.
Não guia-se mais pelo padrão de se guiar. Guia-se pelo prazer de não olhar.
E quando olha-se, o prazer continua ali.
Parado e investigando o próximo orgasmo.
Mas não é o prazer que move.
É não ver.
E não ver é como estar correndo numa velocidade absurda.
Parar e olhar pra trás é arrependimento certo.
As cores cafonas da estação passada se renovam. A moda, pra todos, morrerá sendo uma espiral.
E para os cegos que continuam a se movimentar, fica a sensação de fluxo e renovação.
Todo momento de visão é um retrocesso.
Uma lembrança nostálgica daquilo que foi um dia o atual.
12/11/2009
O mofo azul do ninho
As decisões mofam numa gaveta vazia, ao lado de um bloco de palavras velhas, com um bando de folhas secas e um pouco de água derramada no rosto. Água salgada, que vem de dentro, e saí suave, como se fosse um carinho triste:
-Preciso sair daqui agora, tanto que o nome do que toca naquele rádio que não é rádio, é sobre sair de lá. Mas de lá prefiro aproximação. Proximação. Não existe. Então as músicas mudam, e o sentido que as ofereço, troca de novo. Troca sempre que ofereço algo. Na verdade, tudo que ofereço é um algo que de nada serve. Não há como se esbaldar com o que tenho: nada. Esses pontos que remetem a "está para" não estão para me fazer bem nenhum. Nenhum arrependimento condiz com a noção de tempo real. O tempo real é o enredo de um filme que nunca acaba. O enredo desse filme, os outros lá chamam de vida. A ilusão faz parte. Faz parte da vida a ilusão. E a colcha de retalhos se forma abundantemente. Não falo do Brasil. Não falo da pluralidade. Esse pensamento no plural foi o que destruiu as coisas e me fez parecer egoísta. Egoísta por acreditar talvez no que nunca cri até então. Cri. Barulho de grilo. Grilo é um bicho esperto. Fica sozinho, invisível, sabe provocar medo, pode pular pra longe quando precisa. Até a hora que é pisado por alguém. Dentro de uma casa, há quem tire sua coragem de pular. E daí ele morre. Entrar na casa de outro é suicídio ou escolha? Isso é chato.
-Preciso sair daqui agora, tanto que o nome do que toca naquele rádio que não é rádio, é sobre sair de lá. Mas de lá prefiro aproximação. Proximação. Não existe. Então as músicas mudam, e o sentido que as ofereço, troca de novo. Troca sempre que ofereço algo. Na verdade, tudo que ofereço é um algo que de nada serve. Não há como se esbaldar com o que tenho: nada. Esses pontos que remetem a "está para" não estão para me fazer bem nenhum. Nenhum arrependimento condiz com a noção de tempo real. O tempo real é o enredo de um filme que nunca acaba. O enredo desse filme, os outros lá chamam de vida. A ilusão faz parte. Faz parte da vida a ilusão. E a colcha de retalhos se forma abundantemente. Não falo do Brasil. Não falo da pluralidade. Esse pensamento no plural foi o que destruiu as coisas e me fez parecer egoísta. Egoísta por acreditar talvez no que nunca cri até então. Cri. Barulho de grilo. Grilo é um bicho esperto. Fica sozinho, invisível, sabe provocar medo, pode pular pra longe quando precisa. Até a hora que é pisado por alguém. Dentro de uma casa, há quem tire sua coragem de pular. E daí ele morre. Entrar na casa de outro é suicídio ou escolha? Isso é chato.
30/08/2009
Distopia
No momento que se transcorre, não consigo ver-me, apenas um tipo de penumbra envolto por calor e som de motor me envolve nesse silêncio tremendo, silêncio do âmago, mas ruído do exterior, o som e a compenetração, as atividades quase mecânicas na sua primordial essência, não conseguiria descrever como as coisas tem parecido nesse instante, em que depois de harmonizar-se com meu ar, conseguir respirar livre de frente para um mundo, que eu agora possa dizer que completei algum ciclo.
O ponto exato para partir dessas lilnhas que se acabaram fora um alerta de linearidade, uma vontade estonteante de ser periódico. E a canção segue, acariciando minha pele eriçada em vibrações sultis, ouvindo vozes de amigos vivendo em outro mundo meus próprios sentimentos.
Quero poder abraçar essa teoria como se fose um presente, uma dádiva de vivência livre, consciente e translúcida, onde todas as idéias são frutos de pensamentos livres, d
imensões exatas e racionalidade crua.
Quando vermos que a tua casa não é mais importante do que a minha, só pelo fato de ser sua, o dia em que conseguir ver como todo e não como indivíduo, o dia em que a repetição alcançar a perfeição e o erro adestrar a postura, e não a opressão torcer o pescoço em direção ao horror, o dia em que o dia puder ter luz e sombra e horizonte infinito; esse dia, será o nirvana colossal. A felicidade estampada em todos sob todos os seus aspectos, olhares se cruzando por carinho, todos em uma mesma vertente.
Todos emoção racional
Facades - Part 5 of Glassworks - Phillip Glass
O ponto exato para partir dessas lilnhas que se acabaram fora um alerta de linearidade, uma vontade estonteante de ser periódico. E a canção segue, acariciando minha pele eriçada em vibrações sultis, ouvindo vozes de amigos vivendo em outro mundo meus próprios sentimentos.
Quero poder abraçar essa teoria como se fose um presente, uma dádiva de vivência livre, consciente e translúcida, onde todas as idéias são frutos de pensamentos livres, d
imensões exatas e racionalidade crua.Quando vermos que a tua casa não é mais importante do que a minha, só pelo fato de ser sua, o dia em que conseguir ver como todo e não como indivíduo, o dia em que a repetição alcançar a perfeição e o erro adestrar a postura, e não a opressão torcer o pescoço em direção ao horror, o dia em que o dia puder ter luz e sombra e horizonte infinito; esse dia, será o nirvana colossal. A felicidade estampada em todos sob todos os seus aspectos, olhares se cruzando por carinho, todos em uma mesma vertente.
Todos emoção racional
Facades - Part 5 of Glassworks - Phillip Glass
25/06/2009
O que mais?
O agudo de uma voz estranha, mas ao mesmo tempo íntima, tem dito-me tanto, que o medo de ouvir a verdade só impulsiona-me à busca de algo novo. O novo dentro do mesmo, dentro do velho. A negação da fala afirma que o silêncio por si só, carrega tamanha turbulência, porque ao redor de minha mudez o mundo continua falando tanto, e aos poucos constrói todas as frases que eu, aqui, poderia dizer.
Esse leque de palavras, ao invés de abanar-me, sufoca-me cada vez mais. Cada vez mais e mais, por sempre ter que ser mais. Não contento-me com esse amor que jorra desse teu vazio, não digo-lhe o que sinto. Não falo-te, mundo, das minhas vontades, pois não as desejas e por isso mesmo enterro as minhas vontades em algum lugar muito perto do meu coração, pesando cada vez esse fardo que carrego sem perceber.
Se o manto da apatia caísse sobre mim, as cores seriam, quem sabe, mais fortes, as palavras mais significativas. Mas não. É acampado na distância, protegido pela tua sombra, que construo a morada onde por instantes escolho viver; olho o horizonte como se estivesse embaixo de meus pés.
Esse leque de palavras, ao invés de abanar-me, sufoca-me cada vez mais. Cada vez mais e mais, por sempre ter que ser mais. Não contento-me com esse amor que jorra desse teu vazio, não digo-lhe o que sinto. Não falo-te, mundo, das minhas vontades, pois não as desejas e por isso mesmo enterro as minhas vontades em algum lugar muito perto do meu coração, pesando cada vez esse fardo que carrego sem perceber.
Se o manto da apatia caísse sobre mim, as cores seriam, quem sabe, mais fortes, as palavras mais significativas. Mas não. É acampado na distância, protegido pela tua sombra, que construo a morada onde por instantes escolho viver; olho o horizonte como se estivesse embaixo de meus pés.
07/06/2009
Musique
I can't understand what makes a man
It's another man
Help me understand.
(Depeche Mode- People Are People)
It's another man
Help me understand.
(Depeche Mode- People Are People)
16/05/2009
Aridez
A proposta não passa de simples reflexão acerca daquilo que ao flutuar, me rodeia.
As palavras, comigo, são de baixa frequência. Chegam sempre quando consigo dizer "é tarde demais"... É mais um assunto que se encerra. Um fluxo contínuo, pós-moderno, capitalista, um fluxo romântico, onde as coisas deixam de ser no exato momento da possibilidade do acontecer.
É preciso medir a distância para a luz. Manter o afastamento pra não perder o foco... Maldita técnica, que abstrai aquilo que pouco tinha.
Sensibilidade gastou-se. Teus olhos perderam as cores, tua voz tornou-se lembrança vaga, música velha. Ultrapassada é a tua sombra.
Na verdade esse laudo chama-se mágoa. Que não fiz questão de guardar e por isso doei ao vento e aos sorrisos que flutuam sem ter aquilo de mais importante: verdade.
Às vezes até me pergunto o que acontece para que as palavras que tanto quis ouvir demorem tanto a serem ditas. Será que meu silêncio intimida? Mas mesmo não abrindo a boca, sei que digo muito. Acredito nas coisas que não necessitam ser ditas. Esse registro de diário - são linhas sem lirismo.
É um ex-romance, cru, atritando na pele e turvando minha vista.
A garganta trancada. As lágrimas preparadas para sair à jato. O olhos trêmulos, as mão firmes. E as letras indo e voltando... Resumo tudo dizendo"cansaço". E se voltar a falar, terei dito tudo, mais uma vez.
As palavras, comigo, são de baixa frequência. Chegam sempre quando consigo dizer "é tarde demais"... É mais um assunto que se encerra. Um fluxo contínuo, pós-moderno, capitalista, um fluxo romântico, onde as coisas deixam de ser no exato momento da possibilidade do acontecer.
É preciso medir a distância para a luz. Manter o afastamento pra não perder o foco... Maldita técnica, que abstrai aquilo que pouco tinha.
Sensibilidade gastou-se. Teus olhos perderam as cores, tua voz tornou-se lembrança vaga, música velha. Ultrapassada é a tua sombra.
Na verdade esse laudo chama-se mágoa. Que não fiz questão de guardar e por isso doei ao vento e aos sorrisos que flutuam sem ter aquilo de mais importante: verdade.
Às vezes até me pergunto o que acontece para que as palavras que tanto quis ouvir demorem tanto a serem ditas. Será que meu silêncio intimida? Mas mesmo não abrindo a boca, sei que digo muito. Acredito nas coisas que não necessitam ser ditas. Esse registro de diário - são linhas sem lirismo.
É um ex-romance, cru, atritando na pele e turvando minha vista.
A garganta trancada. As lágrimas preparadas para sair à jato. O olhos trêmulos, as mão firmes. E as letras indo e voltando... Resumo tudo dizendo"cansaço". E se voltar a falar, terei dito tudo, mais uma vez.
11/04/2009
Conservação e Manuseio
Ele aceitou ser um bobo da corte. Sim, da mesma forma em que aceitei o neutro abraço da distância. Os olhos treinados saberão distinguir e o coração sabido de mim, já decifrou.
Daquilo que me consome: deve ser o silêncio, que de tão tenro e denso, mascara-sede bem-estar-bem.
Logo ao lado há homens dizendo que não vão parar, não! de cantar e amar. Ensaio maldito, não é domingo. Beatles embala a vizinhança. Eu acho que é beatles.
Há quem sugira que isso seja uma tentativa de ser cult. COME'ON BABY! Shake it out now!
Rodeio pra chegar à corte. Para tocar no bobo. Para fugir do hoje, e alcançar o novo.
Daquilo que me consome: deve ser o silêncio, que de tão tenro e denso, mascara-sede bem-estar-bem.
Logo ao lado há homens dizendo que não vão parar, não! de cantar e amar. Ensaio maldito, não é domingo. Beatles embala a vizinhança. Eu acho que é beatles.
Há quem sugira que isso seja uma tentativa de ser cult. COME'ON BABY! Shake it out now!
Rodeio pra chegar à corte. Para tocar no bobo. Para fugir do hoje, e alcançar o novo.
18/03/2009
Palpitação
Retoco-me ao ponto em que a essência se busca em mim.
Perco-me na febre da consciência, suando todo o vazio que até então me flutuava.
Sigo-me febril, encontro-me vazio.
Repleto de nada, continuo.
Racionalizo-me em uma só pessoa e busco o ponto, longínquo, em que posso ter perdido
Aquilo que eu não sei ser.
Perco-me na febre da consciência, suando todo o vazio que até então me flutuava.
Sigo-me febril, encontro-me vazio.
Repleto de nada, continuo.
Racionalizo-me em uma só pessoa e busco o ponto, longínquo, em que posso ter perdido
Aquilo que eu não sei ser.
14/02/2009
Tons
Não há música, mas há som. Não há abraço, mas há uma força que me repele ao encolhimento. Encolhimento do que sou, organizado dentro de mim. Uma força de dois que agora só sai de um. Um território de tragédia. É o corpo. O corpo. Quero sim repetir. O corpo o amor os dois o casal a união: nada disso é. Inventa-se o que se quer. Exausto meu corpo: só explora uma criação que não se compreende. Não se compreende. Rosado meu rosto se encontra diante de um espelho.
Reflexo oxelfeR.
De tanto que se amam, morrem no final. E percebem que não são os dois, mas sim quem são os dois que machucam tudo. Não precisam deles próprios. Amam-se à distância. Com poucas palavras dão o tom do que é o amor.
Reflexo oxelfeR.
Não há mais o que mostrar. Vaguidão rumando à busca de um sentido. Tentativa: isso que se torna erro programado dentro de uma questão de segundos; onde encontra-se a sensibilidade tangível aos teus lábios? já que tudo agora, no auge dos dias, é sempre tão previsível. Me assistes enquanto eu te vejo, eu sofrendo em qualquer trajeto do meu dia. Seja com sol no rosto ou com lágrimas nas mãos.
Aqueles dias se foram, o inverno hoje queima o corpo de agonia. Só a solidão da madrugada perigosa é que dá o tom do existir: o coração que palpita o tempo todo enquanto o escuto com destreza. Para quê diabos música se tenho coração?: batida cabível as minhas necessidades quando não há ninguém.
Peito: gelo. Mão: calo. Boca: silêncio.
Impressão ruim;fluxo fluxo. Congelado dentro de mim. Regojitando. Dando o tom da modernidade. Agressiva enquanto pode, porque não há mais sentido em contemplar a ruína, agora tão perceptível, dos nossos.
Aqueles dias se foram, o inverno hoje queima o corpo de agonia. Só a solidão da madrugada perigosa é que dá o tom do existir: o coração que palpita o tempo todo enquanto o escuto com destreza. Para quê diabos música se tenho coração?: batida cabível as minhas necessidades quando não há ninguém.
Peito: gelo. Mão: calo. Boca: silêncio.
Impressão ruim;fluxo fluxo. Congelado dentro de mim. Regojitando. Dando o tom da modernidade. Agressiva enquanto pode, porque não há mais sentido em contemplar a ruína, agora tão perceptível, dos nossos.
De tanto que se amam, morrem no final. E percebem que não são os dois, mas sim quem são os dois que machucam tudo. Não precisam deles próprios. Amam-se à distância. Com poucas palavras dão o tom do que é o amor.
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